Utilização das cinzas do carvão propicia a produção de concreto ecológico

Sindibritas, Agabritas e Sisecon apresentam, em reunião com Secretaria de Minas e Energia e CGTEE, os benefícios ambientais gerados pelo uso do produto

Apresentar e ampliar os benefícios ambientais do uso das cinzas geradas pela queima do carvão mineral como aditivo em concreto. Com este objetivo o presidente e o vice-presidente do Sindicato da Indústria da Mineração de Brita, Areia e Saibro do Rio Grande do Sul – Sindibritas e da Associação Gaúcha dos Produtores de Brita, Areia e Saibro – Agabritas, respectivamente Pedro Antônio Reginato e Nilto Scapin, estiveram reunidos com o secretário estadual de Minas e Energia do RS, Arthur Lemos Júnior e com o presidente interino da Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica – Eletrobras CGTEE, Ricardo de Souza Licks, na quinta-feira (20/04). Scapin também representou, na agenda, o Sindicato das Empresas de Serviços em Concretagem do RS – Sisecon.

No encontro que aconteceu no Centro Administrativo Fernando Ferrari, em Porto Alegre, os dirigentes salientaram que o uso das cinzas pelas concreteiras gaúchas gera um ganho ambiental importante, evitando que o material seja descartado no aterro das minas. Para isso, afirmaram ser importante contar com a parceria da CGTEE que é responsável por gerar uma demanda expressiva do produto em suas usinas no Rio Grande do Sul.

– Nós mostramos que a utilização das cinzas como aditivo permite termos à disposição um concreto totalmente ecológico. Isso traz muitos benefícios para o meio ambiente e possibilita que as cinzas produzidas pela queima do carvão mineral pelas usinas da CGTEE sigam tendo valor agregado e sirvam de subsídio para a elaboração de concreto tão resistente e durável quanto o convencional, mas muito mais adequado à preservação ambiental – destacou Pedro Antônio Reginato.

Segundo o presidente e o vice-presidente do Sindibritas e Agabritas, a utilização das cinzas evita que a deposição em aterros do produto e diminui a emissão de gases na atmosfera, amenizando o efeito estufa. Pedro Reginato e Nilto Scapin salientaram que as empresas do setor no Rio Grande do Sul estão aptas para utilizar o produto e fazer com que a demanda gerada no estado seja consumida aqui e propicie valor agregado dentro do território gaúcho.

A reunião teve, também, a presença do deputado estadual Lucas Redecker (PSDB), presidente da Frente Parlamentar de Apoio à Mineração na Assembleia Legislativa, que reafirmou seu compromisso em apoiar as demandas da mineração gaúcha para viabilizar o crescimento econômico com a necessária preservação ambiental. Redecker afirmou que durante os dois anos em que esteve à frente da Secretaria de Minas e Energia do RS procurou ouvir as reivindicações das empresas do segmento, por saber de sua importância para a geração de emprego e renda no Rio Grande do Sul.