Fortalecimento da mineração é essencial para o desenvolvimento do estado

Palavra do Presidente – Sindibritas e Agabritas

Há algum tempo, o Brasil sofre com dificuldades em diversos setores. A economia do país reage de modo negativo pelo momento de recessão vivido nos últimos anos e agravado pela crise política que se instaurou. Além disso, os desdobramentos atuais da política não apresentam esperança para uma retomada. O mesmo ocorre com a mineração. A ausência de investimentos em obras públicas e a inércia do setor de construção civil refletem diretamente em índices de empregabilidade. Empresas do nosso segmento estão sendo obrigadas a repensarem seus negócios e em alguns casos dispensando seus trabalhadores e esse movimento nos assusta.

No Brasil, o consumo de agregados diminuiu cerca de 300 milhões de toneladas de 2014 até 2016. Esse índice representa o declínio que o setor enfrenta nos últimos anos. É importante a intervenção do Estado para a reversão desse quadro, com políticas sólidas que proporcionem uma perspectiva favorável. A partir de investimentos fortes em infraestrutura e habitação, será possível concretizar um avanço.

Nosso país ignora as carências que são apresentadas pelo setor de agregados. A demanda por obras de infraestruturas se mantém, a medida que os investimentos para sua continuidade, permanecem estagnados. Agora, mais do que nunca, é necessário que o poder público trabalhe em favor do segmento, a fim de evitar a desarmonização no setor da construção civil. É preciso ter consciência da importância da areia, brita e asfalto para o desenvolvimento, de modo geral.

No Rio Grande do Sul, o que é mais urgente a ser implementado é a liberação da atividade mineradora no Lago Guaíba. Os benefícios dessa prática representam uma matéria-prima com baixo custo e alta qualidade, além do aumento do calado de navegação. A ideia está sendo debatida há mais de 10 anos, sem uma conclusão. É necessário uma ação definitiva das entidades envolvidas, como FEPAM e SEMA, na busca por uma solução eficiente para a mineração, o mais rápido possível.

Pedro Antônio Reginato
Presidente do Sindibritas e da Agabritas